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Professores da Escola Politécnica da USP disponibilizam as primeiras vídeo aulas de eletrônica

Carlos A. Rosa
Laboratório de Sistemas Integráveis (LSI)
Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos (PSI)
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP)
São Paulo, Brasil

Resumo: Este artigo apresenta a iniciativa de professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em produzir e disponibilizar vídeo aulas aos alunos da disciplina básica de eletrônica. O objetivo dessa realização visa ampliar as opções de acesso para a aprendizagem e contribui na melhoria do rendimento escolar dos alunos matriculados nos cursos de engenharia elétrica da POLI. As filmagens de teste foram iniciadas no final do primeiro semestre de 2012 para se escolher a forma de captura de imagens das aulas mais adequada ao estilo de cada professor utilizando tecnologia de videocasting ou screencasting.  As aulas para videocasting foram testadas de três formas distintas: (a) lâminas em transparências projetadas com retroprojetor; (b) slides de apresentação em powerpoint projetadas com datashow; (c) aula manualmente escrita com giz em lousa tradicional ou com pincel em quadro branco. Em Agosto de 2012, as primeiras vídeos aulas foram gravadas em screencasting através de aplicativos de captura de telas das apresentações em PowerPoint feitas pelos professores e foram postadas no site da disciplina e no YouTube.

Palavras-chaveVídeo Aulas, Curso de Eletrônica Básica, Escola Politécnica da USP, Educação em Engenharia, e-Lessons, m-Learning, e-Learning, OCW, MOOC.

Introdução

Professores da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo disponibilizaram em Junho deste ano, uma série completa de vídeo aulas direcionadas aos alunos da engenharia elétrica matriculados no curso de eletrônica básica, disciplina PSI2306.

Esta iniciativa contou com a participação conjunta dos professores Wilhelmus Adrianus Maria Van Noije (Vídeo 1), Armando Antônio Maria Laganá (Vídeo 2), João Antônio Martino (Vídeo 3) e Antônio Carlos Seabra (Vídeo 4), professores do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da POLI e responsáveis pelo curso de eletrônica.
 

Vídeo 1 - Teste de filmagem com o Prof. Wilhelmus Adrianus Maria Van Noije.
 

Vídeo 2 - Teste de filmagem com o Prof. Armando Antônio Maria Laganá.
 

Vídeo 3 - Teste de filmagem com o Prof. João Antônio Martino.
 

Vídeo 4 - Teste de filmagem com o Prof. Antônio Carlos Seabra.

Na opinião dos alunos da POLI, o curso PSI2306 é muito rico em conteúdos e é bastante difícil por exigir muitas horas de dedicação diária para aprender e fixar os conceitos envolvidos, e esta opção de aulas em vídeos os ajudam a rever os pontos importantes e não bem compreendidos durante as aulas presenciais.

Para os professores, os alunos matriculados na PSI2306 passam a contar com mais opções para aprender eletrônica:
  • podem assistir às aulas teóricas presencialmente em sala de aula na POLI, para assimilar os conceitos principais ministrados nos dias agendados;
  • podem assistir às aulas virtualmente a qualquer hora e em qualquer lugar, para rever o que foi ministrado em sala de aula no caso de ter perdido uma aula presencial; e
  • podem aprender efetivamente através revisões sucessivas das vídeo aulas, no ritmo próprio de cada um até que sejam fixados os conceitos importantes e consigam fazer as ligações entre os conceitos aprendidos com outros de maior grau de complexidade.
A direção dos testes das filmagens foi feita pelo Prof. Luiz Fernando Santoro, do Departamento de Jornalismo e Editoração da ECA (Escola de Comunicação e Artes da USP), e a coordenação geral das mídias digitais (videocasts e screencasts) nas mídias sociais YouTube, Blogger, e Plataforma microEDUC foram feitas por Carlos Alberto Rosa, pesquisador em m-LearningFlipped ClassroomWeb-collaboration Learning na área de Educação em Engenharia no campo da Microeletrônica, Nanoeletrônica e Nanotecnologias.


Vídeo 5 - Vídeo do making-off do Prof. Luiz Fernando Santoro (CJE/ECA/USP) dirigindo os professores da POLI durante as filmagens de teste realizadas em Junho/2012.

A decisão de se utilizar o YouTube para hospedar as vídeo aulas da disciplina PSI2306 da POLI está diretamente relacionada com o objetivo de manter as vídeos aulas em um servidor com recursos para compartilhar os vídeos com as grandes redes sociais para dar maior visibilidade e beneficiar um público cada vez maior de alunos de cursos de engenharia elétrica, com custos de manutenção e hospedagem praticamente inexistentes.

Vídeo aulas para dispositivos móveis (m-Lessons)

Todas as vídeo aulas de eletrônica da PSI2306 foram elaboradas para serem visualizadas normalmente a partir de qualquer dispositivo móvel (smartphones e tablets - Figura 1), além dos tradicionais computadores desktops, notebooks, ultrabooks, netbookschromebooks, podendo ser baixadas em várias resoluções para serem assistidas off-line, a qualquer tempo e ritmo, nas disponibilidades de tempo de cada aluno.
(a)
(b)
Figura 1 - Vídeo aulas da PSI2306 no aplicativo YouTube: (a) iPhones 4 e 5, (b) iPad mini.

As vídeo aulas foram testadas e capturadas inicialmente em videocasting utilizando uma sala de aula normal a qual foi equipada ao estilo de um estúdio de televisão (Veja o Vídeo 6 abaixo).


Vídeo 6 - Vídeo da sala de aula utilizada para as gravações e testes de filmagem em Junho/2012. Sala da pós-graduação do PEA/EPUSP.

Os testes de filmagem foram feitos no final do primeiro semestre de 2012, com capturas de vídeo por meio de filmadoras profissionais e semiprofissionais em Full HD (1920 x 1080p).

Numa etapa de pós-produção todos os vídeos foram reduzidos para o padrão HD (1280 x 720p) por dificuldades de edição, armazenamento de mídias e consumo elevado de tempo de upload para os canais dos servidores de vídeos compartilhados utilizados originalmente para a disciplina.

As vídeo aulas produzidas para o curso PSI2306 seriam inicialmente destinadas aos alunos da turma de eletrônica matriculados no segundo semestre de 2012, mas recentemente os professores da POLI decidiram disponibilizá-las ao público em geral.

As aulas iniciais da PSI2306 foram produzidas em screecasting (captura de telas do notebook juntamente com a voz do apresentador), diretamente no notebook pelo professor Dr. Antônio Carlos Seabra, fazendo uso do software Camtasia.

Nas vídeo aulas da PSI2306, os alunos podem encontrar todas as informações pertinentes a cada tópico de aula ministrada no programa do curso, bem como dicas sobre exercícios relevantes e para as avaliações periódicas, técnicas de resolução de problemas importantes e explicações gerais sobre trabalhos a serem entregues ou listas de exercícios recomendadas.

As vídeo aulas do curso de eletrônica básica da POLI podem ser assistidas no canal PSI2306 do YouTube, e o seu conteúdo programático pode ser visualizado no Vídeo 7 abaixo:
 

Vídeo 7 - Vídeo de apresentação da disciplina PSI2306 no YouTube.

O projeto MIT OCW

O projeto MIT OpenCourseWare (OCW) foi iniciado em Abril de 2001 com o objetivo de se publicar de forma aberta e gratuita na internet todos os materiais didáticos produzidos pelos professores dos 1.800 cursos de graduação e pós-graduação ministrados nas cinco escolas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT): Escola de Arquitetura e Urbanismo; Escola de Engenharia; Faculdade de Ciências Humanas; Artes e Ciências Sociais; Escola Superior de Gestão de Negócios e Faculdade de Ciências.
O projeto MIT OCW é mantido com o apoio da Fundação William e Flora Hewlett, da Fundação Andrew W. Mellon e do próprio Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Em setembro de 2002, o projeto piloto do MIT OCW foi iniciado com 32 cursos cadastrados, que foram apresentados e disponibilizados ao público através do endereço http://ocw.mit.edu (Figura 2). 

 
Figura 2 - Página inicial do site oficial do projeto MIT OpenCourseWare.

Um ano depois, em setembro de 2003, o MIT OCW foi oficialmente aberto ao público com os materiais didáticos de mais de 500 cursos acessíveis pelo público através de termos de uso baseados em licenças Creative Commons.

É importante ressaltar que um projeto OCW não é simplesmente criar uma plataforma web que disponibiliza cursos online, mas sim uma política de publicação e divulgação gratuita de materiais didáticos adotada por universidades para beneficiar primeiramente a sua comunidade acadêmica, que passa a ter acesso livre à todas as informações e materiais usados nas disciplinas existentes dentro dos limites do campus.

Instituições de ensino com uma política OCW permite que seus alunos baixem qualquer material didático disponível em seus dispositivos eletrônicos pessoais ou em computadores da própria instituição de ensino conectados em redes intranet ou através de conexões via internet, de forma aberta, livre e gratuita.

Em teoria, além da comunidade acadêmica, a sociedade local ou mesmo a humanidade em escala global podem se beneficiar indiretamente com os conteúdos desses materiais didáticos produzidos para os alunos regularmente matriculados nos cursos oferecidos de uma instituição de ensino.

Segundo um relatório de avaliação sobre o OCW MIT (2006, p. 71), os materiais para um curso típico do MIT inclui, pelo menos, um plano de estudos, um calendário de cursos e notas de aula. A maioria dos cursos também têm uma ou mais categorias adicionais de materiais, tais como: currículos e resumo do curso, trabalhos, exames, problemas propostos e soluções, listas de leitura, laboratórios, projetos, hypertextbooks, simulações, ferramentas de demonstração para aprendizagem, tutoriais e vídeo aulas.

O MIT OCW concede o acesso aos conteúdos de seus materiais didáticos sob uma licença Creative Commons aberta que permite aos usuários o direito de usar e distribuir seus materiais ou como está ou em uma forma adaptada. Permite ainda que os usuários criem obras derivadas através de edição, tradução, adição de partes em outras obras, ou faça combinações seus conteúdos incorporando em outros materiais.

Os termos de uso do MIT OCW obriga de certa forma, seus usuários a cumprirem determinados requisitos e condição de uso:
  1. o material não pode ser comercializado;
  2. os créditos devem ser atribuídos ao MIT, aos autores e colaboradores originais dos materiais; e
  3. a publicação ou distribuição de materiais originais ou derivados devem ser disponibilizados gratuitamente aos outros em termos idênticos aos originais (Share alike).  
O Vídeo 8 mostra uma apresentação geral sobre o projeto MIT OCW e está disponível na página do canal do MIT OCW no YouTube.

Vídeo 8 - Apresentação do projeto MIT OCW no YouTube.

As estatísticas sobre o projeto MIT OCW são realmente impressionantes. Cerca de 11 milhões de visitantes únicos acessaram o site desde 1º de Outubro de 2003 ao final de 2005, com tráfego oriundos de mais de 215 países, incluindo o Iraque, Afeganistão, Coréia do Norte e Antártica.

Uma pesquisa feita em 2005, com os visitantes do site MIT OCW, identificou que a maioria dos visitantes do MIT OCW (76%) acessam preferencialmente as vídeo aulas e acham que elas são muito mais valiosas que todos os demais tipos de conteúdos disponibilizados no site. Sendo que 30% dos visitantes acham as aulas em vídeo constitui o tipo mais importante dentre conteúdos disponibilizados.
 
Os materiais mais utilizados em conjunto com as vídeo aulas são os  materiais com informações adicionais incluindo notas de aula (82,3%) e leituras de texto completo (39,1%); bem como os materiais que lhes permitam avaliar sua compreensão dos conceitos do curso, incluindo trabalhos (46,8%) e soluções dos trabalhos (41,4%) e exames (36,7%) e soluções dos exames (30,8%); ferramentas para simulações e exemplos de código (21,9%), projetos (21,3%), currículos (17,8%), laboratórios (17,8%), citações de leitura (16,6%), links relacionados (10,1%) e calendários  (8,9%).

Até o final de 2007, praticamente todos os materiais didáticos dos cursos de graduação e de pós-graduação estavam organizados e disponíveis no site do MIT OCW, contabilizando mais de 2 mil vídeos.

Com uma forte presença na internet, o projeto MIT OCW consegue criar uma percepção no público que acredita que o MIT detém o monopólio do conhecimento científico e tecnológico, e o que está sendo disponibilizado na internet é o que há melhor para ser aprendido e compartilhado com a sociedade. Mas, essa percepção pública acaba sendo bastante errônea.

Após acompanhar alguns cursos de graduação na área de engenharia elétrica e ciência da computação, nos últimos dois anos, observou-se que alguns dos materiais vários materiais foram reformatados e atualizados, pois os primeiros materiais fornecidos pelos professores eram esteticamente mal produzidos, mas apresentando informações significativas e úteis. Este fato é justificável pois são os próprios professores que individualmente elaboram, editam e formatam os conteúdos dos diferentes materiais disponibilizados na plataforma e não uma equipe de profissionais de editoração.

A maioria das vídeos aulas do MIT OCW foram produzidas em videocasting através de uma ou mais câmeras fixadas em tripé. Basicamente, uma câmera está localizada no fundo da sala, e é operada operada por um cinegrafista que gravam as aulas presenciais num único plano sequência, com duração variando entre 40 minutos e no máximo 1 hora e 50 minutos.

Observa-se também alguns cortes no plano sequência da câmera principal para planos detalhes em imagens projetadas em telões ou para experimentos realizados sobre uma mesa próxima ao professor. As imagens em detalhes parecem ter sido capturadas por outras duas câmeras fixas, cujas cenas são inseridas, em uma etapa de pós-edição ou através de uma mesa de corte ao vivo.

Nas aulas mais recentes observou-se a gravação de vídeo aulas com a utilização de cenas simultâneas captadas por até três câmeras distintas e selecionadas em tempo real possivelmente através de uma mesa de vídeo de quatro canais (Video switcher).

Em algumas vídeo aulas observa-se uma movimentação intensa de PTZ (Pan, Tilt e Zoom) da câmera, resultando em baixa qualidade estética em termos de audiovisual. Algumas movimentações exageradas da câmera principal chegam provocar um certo desconforto visual ao assistir o vídeo.

Isto acontece por que a câmera encontrando-se a mais de 20 metros da lousa, e para enquadrar o professor na tela ou visualizar detalhes do que ele está escrevendo na lousa, o cinegrafista precisa movimentar lateralmente a câmera (Pan) ou fazer um Zoom para enquadrar os detalhes.

O problema é agravado quando o professor anda para os lados em frente as lousas, e para acompanhar o professor em quadro, o cinegrafista precisa mexer levemente na câmera para se notar possíveis trepidações ou deslocamentos abruptos nas cenas (Vídeo 9).
 

Vídeo 9 - Movimentações de Pan, Tilt e Zoom nas aulas do MIT 6.002 Circuits and Electronics, Spring 2007, com qualidade máxima de 360 x 240 pixels.

Tripés equipados com cabeça hidráulica especiais ou com lubrificação tendem a minimizar esses efeitos indesejáveis durante as movimentações de Pan e Tilt das câmeras. Mas, observando-se as vídeos aulas mais antigas do MIT OCW, parece que a equipe de filmagem não dispunha desses recursos na época em que foram capturadas as imagens das aulas.
Nas vídeos aulas mais antigas, produzidas no período entre 2003 e 2008, observou-se uma qualidade de captura de imagens com baixa definição, 360 x 240 pixels. As vídeo aulas produzidas nos últimos quatro anos, apresentam uma melhor qualidade de imagem, mas com qualidade VGA em Standard Definition, com 640 x 480 pixels e razão de aspecto 4:3.

Vídeos mais recentes foram disponibilizados no YouTube em VGA com razão de aspecto 16:9. Não foram localizados no acervo de vídeo aulas do MIT OCW, vídeos aulas com qualidade de imagem em alta definição, isto é, com 1920 x 1080 pixels e razão de aspecto 16:9.

As aulas presenciais são sem dúvida de excelente qualidade, porém as técnicas de captura das imagens das vídeos aulas postadas no MIT OCW e qualidade dos vídeos, de uma forma geral, não são tecnicamente da melhor qualidade em audiovisual. Acreditamos, que essa limitação esteja relacionada aos altos custos de produção inerentes para se produzir audiovisual com qualidades superiores, pois exigiria a manutenção de muitas equipes de profissionais especializados e equipamentos de alta qualidade.

Para capturar e produzir 25 aulas de 1 hora e meio, em média, para os 1.800 cursos, a um custo de US$ 500 a hora, o MIT OCW, precisaria contar um orçamento de aproximadamente US$ 34 milhões.

Uma saída de baixo custo para a produção de vídeos aulas é a produção aulas através de screencasting.

O acervo de vídeo aulas disponibilizadas na Plataforma MIT OCW, encontra-se hospedado no canal do MIT no YouTube, através do endereço: http://www.youtube.com/user/MIT.

O movimento OCW no mundo

O movimento OCW foi seguido por outras grandes universidades como Harvard, Yale (Open Yale Courses), Columbia, Princeton, Michigan (Open Michigan) e outras.

O movimento OCW ganhou força em 2006, durante uma conferência sobre Open educational resources (OER) realizada no Japão, onde representantes de várias universidades contribuíram para a criação de uma organização sem fins lucrativos formando o OCW Consortium. A partir desse ano o movimento OCW se popularizou no mundo inteiro. Por esse motivo, hoje em dia, é comum as universidades públicas e privadas, filiadas ou não ao OCW Consortium, disponibilizarem os materiais didáticos utilizados em seus cursos de graduação e pós-graduação, de forma livre e aberta na internet.

Tabela 1 apresenta uma relação de algumas universidades que aderiram publicamente ao movimento OCW do MIT.

Tabela 1 - Relação de Plataformas OCW no Mundo.
  1. AGH University of Science and Technology (Poland)
  2. Ankara University (Turkey)
  3. Arizona State University (United States)
  4. Athabasca University (Canada)
  5. College of the Canyons (United States)
  6. Doshisha University (Japan)
  7. ESAGS -Escola Superior de Administração e Gestão (Brazil)
  8. Eastern Mediterranean University (Turkey)
  9. EduNet Vietnam (Vietnam)
  10. Foothill-De Anza Community College District (United States)
  11. Fundación Universitaria San Pablo CEU (Spain)
  12. Fundação Getulio Vargas - FGV Online (Brazil)
  13. Hallym University (South Korea)
  14. Hanyang University (South Korea)
  15. Helsinki Metropolia University of Applied Sciences (Finland)
  16. Hokkaido University (Japan)
  17. IE University (Spain)
  18. Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health (United States)
  19. Kagawa Nutrition University (Japan)
  20. Kansai University (Japan)
  21. Kaohsiung Medical University (Taiwan)
  22. Kaplan University Online & Campus Learning (United States)
  23. Keio University (Japan)
  24. King Fahd University of Petroleum & Minerals (Saudi Arabia)
  25. Korea University (South Korea)
  26. Kyoto University (Japan)
  27. Kyung Hee University (South Korea)
  28. Lakeshore Technical College (United States)
  29. MOSCOW ARCHITECTURAL INSTITUTE (Russia)
  30. Massachusetts Institute of Technology (United States)
  31. Michigan State University (United States)
  32. Middle East Technical University (Turkey)
  33. National Central University (Taiwan)
  34. National Cheng Kung University (Taiwan)
  35. National Chung Hsing University (Taiwan)
  36. National Dong Hwa University (Taiwan)
  37. National Hsinchu University of Education (Taiwan)
  38. National Taiwan Normal University (Taiwan)
  39. National Taiwan Ocean University (Taiwan)
  40. National Taiwan University (Taiwan)
  41. New Jersey Institute of Technology (United States)
  42. Open University Netherlands (Netherlands)
  43. Osaka University (Japan)
  44. Pontificia Universidad Catolica de Chile (Chile)
  45. Pusan National University (South Korea)
  46. Qassim university College of Medicine (Saudi Arabia)
  47. Shanghai Jiaotong University (SJTU) (China)
  48. Sophia University (Japan)
  49. South East European University (SEE University) (Macedonia)
  50. Southern Taiwan University (Taiwan)
  51. TU Delft (Netherlands)
  52. Tecnológico de Monterrey (Mexico)
  53. The Open University (United Kingdom)
  54. The University of Nottingham (United Kingdom)
  55. Tokyo Institute of Technology (Japan)
  56. Tufts University (United States)
  57. UC Berkeley (United States)
  58. Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL) (Brazil)
  59. Universidad Tecnica Particular de Loja (Ecuador)
  60. United Nations University (Japan)
  61. Universidad Carlos III de Madrid (Spain)
  62. Universidad Icesi (Colombia)
  63. Universidad Internacional de Andalucí­a (Spain)
  64. Universidad Politécnica de Cartagena (Spain)
  65. Universidad de Cantabria (Spain)
  66. Universidad de Malaga (Spain)
  67. Universidad de Murcia (Spain)
  68. Universidad de Navarra (Spain)
  69. Universidad de Puerto Rico (Puerto Rico)
  70. Universidad de Salamanca (Spain)
  71. Universidad de Sevilla (Spain)
  72. Universidad de Zaragoza (Spain)
  73. Universidad del Cádiz (Spain)
  74. Universidade Estadual de Campinas (Brazil)
  75. Universitas Indonesia (Indonesia)
  76. Universitat Autònoma de Barcelona (Spain)
  77. Universitat Oberta de Catalunya (Spain)
  78. Universitat Politècnica de Catalunya. BarcelonaTech (UPC) (Spain)
  79. Universitat de Girona (Spain)
  80. Universitat de Lleida (Spain)
  81. Universitat de Valéncia (Spain)
  82. Universitat de les Illes Balears (Spain)
  83. Universiti Teknologi Malaysia (Malaysia)
  84. University of Cape Town (South Africa)
  85. University of Leuven (KU Leuven) (Belgium)
  86. University of Malaya (Malaysia)
  87. University of Massachusetts Boston (United States)
  88. University of Michigan (United States)
  89. University of Notre Dame (United States)
  90. University of Southern Queensland (Australia)
  91. University of Sumatera Utara (Indonesia)
  92. University of Tokyo (Japan)
  93. University of Wisconsin- Eau Claire (United States)
  94. University of the Western Cape (South Africa)
  95. VIA University College - Denmark (Denmark)
  96. Virtual University of Pakistan (Pakistan)
O projeto OCW da UNICAMP

Em 25 de abril de 2011, a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) lançou oficialmente o OCW na UNICAMP, para hospedar conteúdos das disciplinas dos cursos de graduação em meio digital, com filosofia inspirado no projeto MIT OCW.

O objetivo do projeto OCW da UNICAMP é disponibilizar para a sociedade, de forma gratuita, materiais como textos, fotos, animações, apostilas e vídeos. No seu lançamento, a plataforma contava com 12 disciplinas cadastradas em diferentes áreas do conhecimento. Os materiais didáticos dessas disciplinas são acessados gratuitamente pelo público interessado, não sendo necessário fazer qualquer inscrição ou solicitação formal junto à UNICAMP, ou mesmo dos professores. O usuário simplesmente deve concordar com as condições previstas nos termos de uso dos serviços baseado em licenças Creative Commons, condições semelhantes aos padrões adotados pelo projeto original do MIT OpenCourseWare.

Na ocasião do lançamento o reitor da UNICAMP, Prof. Fernando Ferreira Costa, disse: “Para a Unicamp, é muito importante tornar esses conteúdos acessíveis à comunidade acadêmica e à sociedade em geral. Temos convicção de que cada vez mais professores se interessarão pelo uso dessa ferramenta”.

O projeto da Plataforma  OCW da UNICAMP começou a ser formatado em 2009, por meio de um acordo assinado entre a UNICAMP e Universia Brasil. E, segundo Ricardo Fasti, diretor-geral da Universia Brasil, "o desafio que fica aos professores é fazer com que os conteúdos de suas aulas presenciais também possam ser aprendidos à distância”.

Atualmente, a Plataforma OCW da UNICAMP (Figura 3), conta com 34 cursos, distribuídos em 7 institutos (Química, Economia, Matemática, Estatística e Computação Científica, Geociências, Artes, Computação e Física) e em 6 Faculdades (Ciências Aplicadas, Engenharia Mecânica, Engenharia Química, Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Médicas, Engenharia Elétrica e de Computação).


Figura 3 - Página do site oficial da Plataforma OCW da UNICAMP: < http://ocw.unicamp.br >.

O uso da Plataforma OCW da Unicamp segue uma tendência mundial que possibilita ampliar a relação institucional com a comunidade, da mesma forma como ocorreu nos Estados Unidos com Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

A Plataforma e-Aulas da USP

Em 2011, a Universidade de São Paulo seguiu de forma independente às tendências do movimento OCW em disponibilizar vídeos aulas na internet, acessíveis pela comunidade acadêmica da USP e para o público em geral. As vídeo aulas postadas no e-Aulas foram produzidas de forma independente por professores de diversos cursos da USP.

A iniciativa do Professor Gil da Costa Marques consolidou a implantação da Plataforma e-Aulas para a hospedagem de vídeos aulas dos professores da USP (Figura 4), as quais já vinham sendo produzidas no Estúdio Multimeios (EMM) do CCE (Centro de Computação Eletrônica), desde 2005.

O EMM/CCE da USP foi criado para auxiliar os professores da USP nas produções de vídeos institucionais e educativos, no uso das instalações para videoconferências e nas transmissões ao vivo via internet utilizando servidores dedicados voltados para tecnologia streaming para veiculação de vídeos em canais de Webcast via WebTV (IPTV-USP) e via Web Rádio (Rádio USP).

A Plataforma e-Aulas da USP foi inicialmente implementada em servidor web do EMM/CCE da USP com o Adobe Flash Media Server (atualmente disponível na Version 5.0) e com interface no lado cliente baseada em plug-in Adobe Flash Player instalável gratuitamente nos navegadores nos ambientes Windows e Linux (Internet Explorer, Safari, Chrome, Opera e Firefox), e incorporados em alguns navegadores em ambientes móveis.

Figura 4 - Página do site oficial da Plataforma e-Aulas da USP.

Particularmente, o navegador Safari da Apple não aceita plug-ins por questões de segurança, com isso, sites que utilizam recursos do Adobe Flash Media Player não podem ser executados ou visualizados. Por isso, até o mês de Outubro de 2013, os vídeos da Plataforma e-Aulas da USP não podiam ser visualizados pelos proprietários de iPhones, iPads e iPods (Figura 5).

 (a
(b
Figura 5 - Plataforma e-Aulas da USP em HTML5 funcionando normalmente nos dispositivos móveis da Apple: (a) iphone e (b) iPad mini.

A Plataforma e-Aulas da USP passou por manutenções para permitir a visualização de vídeos em navegadores HTML5, e as vídeos aulas da USP passaram a ser assistidas naturalmente nos dispositivos móveis da Apple.

As Plataformas MOOC

O movimento OCW acabou incentivando a criação de novos horizontes para educação, permitindo a concepção de cursos especialmente criados para atender as necessidades de grandes massas de alunos em escala global, dando origem ao conceito de MOOC (Massive open online course).

A Lista 2 a seguir apresenta algumas plataformas de cursos MOOC disponíveis e o Vídeo 10 apresenta alguns conceito básicos sobre os cursos MOOC.

Lista 2 - Plataformas de Cursos MOOC.
  1. iTunesU: é um aplicativo gratuito da Apple que pode ser instalado em Mac, PC e dispositivos móveis iOS que oferece aos alunos o acesso a todos os materiais utilizados nos cursos das universidades, acessíveis a partir de um único lugar. O iTunesU acaba sendo uma excelente plataforma MOOC para as Universidades divulgarem seus cursos e onde os alunos podem acessar de forma livre e gratuitamente mais de 500 mil aulas disponíveis em vídeo aulas, áudio aulas, áudio books, livros, apresentações, documentos, testes, listas de exercícios, e outros recursos sobre os mais variados assuntos acadêmicos.
  2. Udemy: é um MOOC que permite a qualquer pessoa criar cursos novos ou mesmo se inscrever nos cursos disponíveis online. O objetivo do Udemy é revolucionar e democratizar a educação, permitindo que qualquer pessoa possa aprender com especialistas em qualquer parte do mundo. Em 2012, o site The New York Times divulgou que a Udemy havia desenvolvido um novo Projeto de Faculdade com aulas ministradas gratuitamente por professores consagrados e premiados internacionamente, oriundos da Universidade de Dartmouth, da Universidade de Virgínia e da Northwestern. Nessa reportagem, o co-fundador, Gagen Biyani, disse que, até Janeiro de 2012, o site Udemy contava com 100 mil alunos matriculados em todos os seus cursos, gratuitos e pagos.
  3. Stanford: A Plataforma MOOC da Universidade de Stanford ofecere gratuitamente cursos desde mecânica quântica ao futuro da Internet. O curso de Introdução à Inteligência Artificial é um dos cursos mais acessados de Stanford. De acordo com o site Pontydysgu.org, mais de 160 mil estudantes já se matricularam no curso. Os alunos são oriundos de 190 countries, sendo que apenas 23 mil alunos concluíram o curso com sucesso. Veja mais detalhes sobre os Cursos de Engenharia de Stanford.
  4. UC Berkeley: a Plataforma MOOC de Berkeley, da Califórnia, oferece uma ampla variedades de cursos nas áreas de exatas, humanas e biológicas disponíveis via Berkeley Webcasts e Berkeley RSS Feeds.
  5. MIT: A Plataforma MOOC do MIT é a mesma do MIT OpenCourseware. Para manter-se atualizado assine o RSS MOOC feed do MIT
  6. Duke: A Universidade de Duke utiliza o aplicativo ITunesU da Apple como sua plataforma MOOC oficial, disponibilizando os materiais de vários cursos.
  7. Harvard: os alunos interessados podem se inscrever em cursos da Universidade de Harvard, variando nas áreas de Ciência da Computação até Análise de obras literárias de Shakespeare.
  8. UCLA - Los Angeles: A Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) oferece anualmente mais de 220 online cursos online.
  9. Open Yale Coursesa escola oferece um acesso livre e aberto para a seleção de cursos introdutórios ministrados por professores e acadêmicos de destaque na Universidade de Yale. O objetivo do projeto é bem amplo e permite o acesso a todos o seus materiais educacionais para alunos interessados que simplesmente desejam aprender.
  10. Carnegie Mellon: vários cursos gratuitos e sem pontuação de créditos.

Vídeo 10 - Vídeo introdutório sobre o conceito de MOOC.

No site Open Culture podem ser encontradas várias listas contendo milhares de cursos livres que poderão ser realizados com acesso online, cujos materiais foram abertos ao grande público, em diversos idiomas.

As plataformas microEDUC e nanoEDUC

Desenvolver cursos, treinamentos, apostilas, livros, vídeo aulas sobre os mais variados temas em eletrônica, microeletrônica e nanoeletrônica são ações que constitui o contexto das pesquisas acadêmicas realizadas pelo autor dentro de um projeto que envolveu o emprego de diversas técnicas de modelagem, desenvolvimento e implantação de plataformas web-colaborativas destinadas ao desenvolvimento das áreas de Educação de Microeletrônica (microEDUC) e Educação em Nanoeletrônica, Nanotecnologias e Nanociências (nanoEDUC).

As ideias iniciais para se modelar a plataforma microEDUC começaram a ser concebidas em 2006 após o autor concluir a Oficina de Microfabricação: Construção de Circuitos Integrados MOS, no Centro de Componentes Semicondutores (CCS), na Universidade de Campinas (UNICAMP). E, ganhou forças no começo de 2009, após ter concluído o seu treinamento em desenvolvimento de projetos de circuitos integrados na 1ª turma de profissionais treinados pelo Programa CI-Brasil (Agosto de 2008) e conclusão de seu mestrado em microeletrônica na Escola Politécnica da USP (Outubro de 2008).

O CI Brasil é um subprograma do Programa Nacional de Microeletrônica (PNM Design) da Secretaria de Política de Informática (SEPIN), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O treinamento da 1ª turma do Programa CI-Brasil foi gerenciada pelo NSCAD e Instituto de Informática da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em Porto Alegre, durante os meses de abril e agosto de 2008. As aulas foram ministradas por instrutores estrangeiros contratados pela empresa americana CADENCE, que executou e coordenou os primeiros treinamentos nos dois centros de treinamento em projetos de circuitos integrados brasileiros: CT#1 (NSCAD) em Porto Alegre e CT#2 (CTI) em Campinas.

Segundo uma entrevista do coordenador Eric Fabris à Sociedade Brasileira de Computação, em setembro de 2005, o Núcleo de Suporte a CAD (NSCAD) foi criado em março de 2005 pelos professores Renato Ribas e Sérgio Bampi, ambos da UFRGS. A iniciativa surgiu como solução para a manutenção de ferramentas de EDA/CAD dos grupos de Microeletrônica do Instituto de Informática da universidade.

A ideia de uma plataforma voltada para assuntos e outros temas sobre educação em microeletrônica (microEDUC) surgiu em decorrência da necessidade de formar uma memória nacional das realizações na área de microeletrônica através dos principais centros de pesquisas brasileiros do setor: Laboratórios de Sistemas Integráveis da POLI (LSI/USP); do Laboratório de Microetrônica da POLI (LME/USP); Centro de Componentes Eletrônicos (CCS/UNICAMP); Instituto de Física Gleb Wataghin (IFGW/UNICAMP); Institutos de Informática e de Física da UFRGS; Programa CI Brasil e todas as demais instituições brasileiras de pesquisa e ensino (escolas de engenharia e cursos superiores de tecnologia com iniciativas na área de projetos de chips e a fabricação de dispositivos microeletrônicos).

Em essência, a plataforma microEDUC constitui uma comunidade virtual voltada para a educação em microeletrônica idealizada para compartilhar conhecimentos especializada entre alunos, professores e pesquisadores brasileiros nas áreas de educação e treinamento em projetos de circuitos integrados ou fabricação de dispositivos semicondutores, com o objetivo de catalogar, organizar, divulgar e compartilhar links dos mais variados recursos disponíveis em meio digital na web, através das novas mídias sociais (blogs, vlogs, fotologs, redes sociais, folksonomias e bookmarks sociais), e estimular o uso de ferramentas para edição de conteúdos de documentos webcolaborados (webDOCs) e compartilhados via Cloud storage drives, mediados por aplicativos para dispositivos móveis.

A plataforma microEDUC foi concebida com recursos disponíveis para a Web 3.0, que além de permitir a webcolaboração, permite a utilização aplicativos interoperáveis entre sites e ambientes multiplataformas.

Por esse motivo, a plataforma microEDUC não precisa hospedar qualquer documento ou arquivos de mídia, mas apenas recursos de organização, estruturação e processamento das informações postadas através de links, fazendo referências a repositórios externos em servidores de terceiros ou serviços disponíveis para web de interesse de seus membros.

Com isso, os conteúdos produzidos ou disponibilizados individualmente por seus membros não ficam armazenados na plataforma microEDUC, mas apenas as descrições, informações de metadados sobre os conteúdos acessíveis através de links fornecidos por seus membros.

Por exemplo, um pesquisador membro da plataforma microEDUC com acesso aos serviços do SafariX Books Online poderá ter acesso ao um acervo de quase 33 mil livros didáticos e mais de 2 mil vídeos, e organizar, dentro de sua página na plataforma microEDUC, uma biblioteca com obras selecionadas desse acervo digital através de links acesso ao conteúdo diretamente no site do SafariX. Os demais membros da plataforma poderão consultar essa biblioteca online desse pesquisador e visualizar o acervo em termos descrições e metadados, mas o acesso ao conteúdo das páginas dos livros ou a exibição dos conteúdos dos vídeos ficam limitadas às condições impostas pela subscrição do membro interessado no site do editor SafariX, desvinculado dos termos de uso da plataforma microEDUC.

A plataforma microEDUC oferece os meios e recursos para seus membros organizarem seus conteúdos através de links de acesso aos documentos originais, públicos ou privados, hospedados e disponibilizados em plataforma de terceiros, com a permissão de visualização definida por cada membro ou proprietário em particular.

As páginas web na plataforma microEDUC permite a incorporação de blocos de código HTML que permitem inserir objetos de terceiros cuja visibilidade por ser controlada em três níveis distintos: somente os membros da comunidade podem visualizar e necessita autenticação; somente membros convidados por e-mail podem visualizar, precisando confirmar o e-mail; ou o público em geral pode visualizar, sem precisar qualquer autenticação do usuário.

Professores e pesquisadores brasileiros que trabalham ou pesquisam na área de microeletrônica podem fazer sua subscrição na plataforma microEDUC e poderão manter uma página pessoal para divulgação de suas atividades docentes e de pesquisas, benefícios extensíveis aos grupos de pesquisas acadêmicas, projetos acadêmicos, cursos de graduação ou pós-graduação, e demais membros colaboradores na área.

Após confirmada a subscrição na plataforma microEDUC o novo membro recebe um e-mail de boas vindas que contém a um link que dá acesso a uma página inicial de treinamento onde, através de um conjunto de vídeos aulas organizadas na forma de pequenos tutorial com até 10 minutos de duração, o novo membro vai recebendo as orientações de como utilizar os recursos e uma série de aplicativos disponíveis para a plataforma microEDUC.

Os membros recebem orientações específicas de como criar suas contas, criar páginas wiki dentro da plataforma, organizar, postar, divulgar e compartilhar seus conteúdos midiáticos como os demais membros da comunidade, e utilização de vários recursos interoperáveis:
  1. Hospedagem de mídias de trabalho dos membros em Cloud storage drives através do Google Drive, SkyDrive, iCloudBox, Evernote, CloudMeSME, etc;
  2. Hospedagem  de apresentações em PowerPoint em sites especializados como o SlideShare e Prezi;
  3. Hospedagem de vídeo de apresentações, eventos, cursos e aulas em canais do YouTube dedicados os membros da Plataforma microEDUC;
  4. Configuração de canais de WebTV dos membros para transmissão ao vivo no YouTube Live, UStream, StreamAgo, LiveStream, Veetle e outros.
  5. Hospedagem de fotos, ilustrações e imagens estáticas em site como o Flickr, Pinterest e Tumblr;
  6. Hospedagem de listas de exercícios, homeworks, exemplos de códigos fonte e outros conteúdos produzidos em repositórios de mídia em geral na web;
  7. Configuração de folksonomias e Bookmarks através de site como Symbaloo e Delicious;
  8. Criação, configuração e postagens de notícias dos membros da Plataforma microEDUC em blogs com a tecnologia Google Blogger e WordPress;
  9. Criação, configuração e postagens nas páginas criadas pelos membros da Plataforma microEDUC nas redes sociais Twitter, Facebook e Google+;
Com esses recursos utilizados de forma integrada com a Plataforma microEDUC, os materiais e conteúdos dos membros podem ser compartilhados com outros professores e pesquisadores convidados.

Em 2008, cogitou-se entre alguns colegas participantes da primeira fase de treinamento do Programa CI-Brasil em se criar um repositório brasileiro na web para armazenar e compartilhar os materiais didáticos produzidos pela CADENCE entre os participantes e demais interessados. Mas devido aos termos e implicações jurídicas de um documento de não divulgação NDA (Non-Disclosure Agreement), assinado individualmente por todos os participantes do treinamento em abril de 2008, essa ideia acabou sendo descartada até final do treinamento, em agosto de 2008. Os documentos obtidos por cada alunos em treinamento nas turmas de digitais, tumas de circuitos analógicos e sinais mistos, e turma de RF, acabaram ficando sob o domínio pessoal de cada um aluno em particular.

Em abril de 2009, após iniciar o doutorado na POLI, as ideias de se implementar uma Plataforma microEDUC foram retomadas e reformuladas, para atuar não como um repositório de dados sobre microeletrônica mas para indexar informações sobre microeletrônica e utilizar recursos de webcolaboração entre professores e pesquisadores membros interessados na área de microeletrônica, produzindo conteúdos didáticos sobre processos de fabricação e projetos de circuitos integrados a serem compartilhados ou colaborados entre seus membros e convidados.

Com esse novo objetivo em mente, a Plataforma microEDUC passou a ser modelada simultaneamente em dois grupos de sistemas gerenciadores de conteúdos para a web: Content managment system (CMS) e Learning managment system (LMS), ambos disponíveis na modalidade de software livre, escritos em PHP.

Foram utilizados o WordPress como gerenciador blogs, e para a hospedagem do site da plataforma foram testados o Plone, Joomla e o Drupal. Para gerenciar cursos online foram instalados e testados os ambientes Moodle e TelEduc do Núcleo de Informática Aplicada à Educação (NIED), do Instituto de Computação (IC) da UNICAMP.

A instalação e hospedagem desses gerenciadores web, CMS e LMS, bem como, os dados e arquivos iniciais produzidos e utilizados na Plataforma microEDUC sob o domínio www.microeduc.com foram mantidos por um ano em servidores da empresa americana Name.com, no período de Janeiro de 2010 à Dezembro de 2010. O domínio brasileiro www.microeduc.com.br, registrado na FAPESP, foi mantido nos servidores da empresa brasileira Hostnet, sediada no Rio de Janeiro, no período de Junho de 2010 à Maio de 2011. O contrato com a Hostnet foi mantido para o serviços de redirecionamento do domínio microeduc.com.br para o domínio microeduc.com, até dezembro de 2012, quando finalmente foi encerrada a conta.

Devido a uma série de dificuldades técnicas com manutenção de programas em PHP e os tempos excessivos dispensados com programação, incorporação de funcionalidades de módulos em Java, testes de recursos e a falta de uma equipe de TI estruturada e especializada com conhecimentos sobre os módulos dos CMS e LMS utilizados, acabou contribuindo com atrasos na implementação de pequenos recursos com pouca utilidade pública. Por esse motivo, a Plataforma microEDUC em PHP foi desativada no início de 2011.

No final de 2009, os grandes provedores de serviços na Web como a Amazon, Google e Zoho, intensificaram as divulgações sobre as vantagens da hospedagem de aplicativos baseados em virtualização e recursos escaláveis em Cloud Computing, juntamente com recursos de armazenamento de mídias em discos virtuais utilizando serviços em Plataform as a Service (PaaS), Software as a Service (SaaS) e Infrastructure as a Service (IaaS). Com isso, os clientes teriam as vantagens de pagar apenas pelos recursos utilizados ou consumidos com os serviços de web hosting.

Em março de 2010, foi contratado os serviços em Cloud Computing da empresa Google através do pacote de serviços Google Apps for Education como PaaS e SaaS para hospedar um site utilizado como laboratório experimental para educação à distâncias denominado de Plataforma EaD na Prática.

O site foi ativado em poucos minutos para ser utilizado no curso de Educação à Distância mediada pela internet: fundamentos e práticas que foi realizado em junho de 2010, junto ao Departamento de Jornalismo e Editoração da Escola de Comunicação e Artes da USP (CJE/ECA), e contou com a participação de 20 professores da rede pública.

Com essa nova filosofia de computação em nuvem, observamos que seria possível implantar uma plataforma baseada na web de forma independente de profissionais de TI, sem precisar se preocupar com equipes de programação de aplicativos para web, e com um grande vantagem de poder utilizar recursos ou novas funcionalidades instaláveis de forma simples através de gadgetswidgets públicas nas páginas do Google Sites ou Web Apps interoperáveis com sites de parceiros do Google negociadas através de uma plataforma interna de administração de serviços chamada Google Web Store.

Em janeiro de 2011, a Plataforma microEDUC foi remodelada e implantada sob a nova filosofia de Cloud Computing, baseada no framework do Google Sites com recursos e funcionalidades configuráveis.

Em janeiro de 2012, baseado na experiencia adquirida com a administração dos recursos na Plataforma microEDUC, foi iniciada a modelagem e ativação da Plataforma nanoEDUC.

Os contratos para os serviços de DNS para o domínio www.microeduc.com e www.nanoeduc.com foram celebrados com a empresa americana Name.com e os serviços para Cloud Computing foram celebrados com a empresa Google.com, através do pacote de serviços Google Apps for Education, ambos renovados até 17 de setembro de 2014.

A escolha do pacote de serviços do Google Apps para hospedar as Plataforma microEDUC e nanoEDUC pode ser justificada por uma longa lista de vantagens técnicas e econômicas, porém alguns itens que pesaram em nossa decisão estão justificados na Tabela 2, a seguir.

Tabela 2 - Principais vantagens técnicas e econômicas consideradas na implementação das Plataforma microEDUC e nanoEDUC e contratação do pacote de serviços do Google Apps.
  1. Google Apps for Education: contrato de parceria com a empresa Google para a modelagem e implantação das Plataformas microEDUC e nanoEDUC a custo zero com serviços de manutenção e hospedagem, passando a utilizar recursos de web-colaboração nativos do pacote de serviços Google Apps for Education;
  2. Editor de sites múltiplos colaborativos: disponibilização de ferramentas e recursos de editoração simplificada e rápidas de páginas no estilo wiki, através da Web App chamada "Google Sites";
  3. Cloud storage drives e Mobile sync: utilização de ferramentas automáticas e integradas para armazenamento de mídias na forma de drives virtuais em cloud computing com sincronização de múltiplos dispositivos móveis, através da App Google Drive nas modalidades Web-basedMobile-based ou Chromium OS-based;
  4. Video share hosting services: hospedagem compartilhada de todos os vídeos produzidos na Plataformas microEDUC e nanoEDUC em alta definição (1920 x 1080p), com tráfego ilimitado e a custo zero multicanais dentro do YouTube;
  5. Mobile apps for YouTube video capture: disponibilização de aplicativos móveis de captura de vídeo aulas com funcionalidades de gerenciamento de postagens automáticas e diretas para os canais de vídeo no YouTube;
  6. Auto downscaling video player: gerenciamento automático e transparente da qualidade das vídeos aulas para os diferentes dispositivos móveis existentes, qualidades de apresentação das vídeo aulas feitas de forma adaptativa para dispositivos móveis com telas menores, variando da qualidade 1080 para 720, 480, 360, 240 até 144 pixels;
  7. Online video editing: possibilidade de edição de vídeos aulas online no próprio site do YouTube permitindo edições e publicações de vídeos de forma colaborativa, podendo ser coordenadas as atividades de produção pré-produção, produção e pós-produção de vídeo aulas de forma independente ou conjunta com vários professores convidados e/ou usuários colaboradores. Estes recursos utilizados de forma conjunta são importantes pois dispensam etapas de edições de vídeo com software desktop com múltiplos time lines, efeitos de transição, cortes de cenas, e ajustes de áudio por profissionais especializados. As edições das vídeo aulas podem ser feitas online utilizando-se os próprios servidores do YouTube, e comandadas a partir de dispositivos portáteis ou móveis, com baixo poder de processamento como Smartphones, Tablets, Netbooks e Chromebooks;
  8. Webcasting for broadcast live: existência de recursos para transmissão de aulas ao vivo para os alunos e para o público em geral inscritos em canais do YouTube;
  9. Multilayer video player: uso de media player em multicamadas permitindo a inserção de links direcionadores da atenção dos alunos para páginas com conteúdos específicos, e ainda, com a possibilidade de inserção de vídeos simultâneos no estilo PIP (Picture-in-Picture), apresentados aos alunos como se estivesse num único time line do vídeo principal;
  10. Gmail as e-Mail service: utilização de contas institucionais únicas através do Google Account associado aos e-mails com domínios e alias de domínios personalizados para as Plataformas microEDUC e nanoEDUC associados ao pacote de serviços Google Apps for Education;
  11. Rede social Google+: utilização automática da rede social google+ com integração automática com as contas dos membros no Twitter e Facebook, para todos os membros das Plataformas microEDUC e nanoEDUC;
  12. Blogs múltiplos com tecnologia Google Blogger: utilização de blogs múltiplos através do uso da tecnologia Google Blogger associada a subdomínios das plataformas microEDUC e nanoEDUC.
Com todas essas vantagens e facilidades técnicas é possível reduzir drasticamente os custos com aquisição de aplicativos, manutenção de sites, e, até mesmo, eliminar o uso de equipamentos dedicados para edição de áudio e vídeos, o que ajuda a acelerar todo o processo de produção e pós-produção em vídeos nas Plataforma microEDUC e nanoEDUC.

Desktop Apps para produção de Screencasts

Para a produção de vídeos aulas em screencasting foram analisadas alguns aplicativos utilizados para o ambiente Windows, os quais podem ser baixados gratuitamente a partir dos sites de seus distribuidores.

Esta categoria de software é chamada de Screen CaptureScreen Recorder ou Screencasting, ou simplesmente capturadores de telas ou gravadores de telas.

De um modo geral esses aplicativos gravadores de telas podem gerar diversos arquivos de vídeos de saída com as extensões tradicionais em ".AVI", ".MP4", ".FLV", ".SWF", ".MOV", etc.

Alguns gravadores de telas permitem a captura de áudio através de uma entrada para microfone, simultaneamente com a captura de imagens da tela que pode mostrar ou não a movimentação do cursor do mouse na tela. A gravação pode ser configurada para diferentes taxas de gravação de quadros por segundo.

Relacionamos abaixo alguns software para screencasting analisados e que estão disponíveis nas versões gratuita (Free Trail) ou paga, podendo ser baixados e instalados em computadores PC com Windows:
  1. CamStudio
  2. MovAvi Screen Capture
  3. ScreenCapture
  4. Debut Video Capture
  5. Screen Record
  6. Free Screen Recorder
  7. Camtasia
  8. Snagit for Camtasia, YouTube, PowerPoint e MediaCore
Mobile Apps para produção de Screencasts

Com relação aos dispositivos móveis, existe atualmente uma infinidade de aplicativos com funcionalidades destinadas à produção de screencasting, porém dentre vários existentes e testados, destacamos cinco deles que podem ser facilmente utilizados no iPad da Apple:
  1. Explain EveryThing: é um aplicativo pago para iPad que permite o professor explicar tudo que aparece na tela. O aplicativo permite fotografar uma página, fazer anotações e marcações, enquanto as suas explicações com a voz vão sendo gravadas em vídeo na memória. É semelhante ao ScreenChomp mas difere na postagem do vídeo que pode ser enviado diretamente para um canal da disciplina no YouTube. O aplicativo permite importar imagens, documentos do Microsoft Office (Word, PowerPoint, Excel) e arquivos PDF, vídeos, navegar na internet, usar um ponteiro laser, exportar vídeos para outros aplicativos e ainda armazenar os vídeos produzidos em espaços virtuais de armazenagem (Cloud Storages: Dropbox, Skydrive, Google Drive, Box e Evernote).
  2. ScreenChomp: é um aplicativo gratuito para iPad que permite criar vídeo aulas com um iPad e publicá-las no site da ScreenChomp. As vídeo aulas podem ser assistidas online ou através de download no formato de arquivos MPEG-4 diretamente na memória do iPad. O aplicativo se parece com uma lousa onde você escreve sobre ela, posta imagens e navega pela tela gravando sua voz enquanto estiver colocando os objetos e outras informações na lousa. Os alunos também podem usar ScreenChomp para ajuda mútua, e no caso de alguém não entender algo, somente o material necessário pode ser adicionado a partir de um ponto específico.
  3. Knowmia Teach: este aplicativo é semelhante ao ScreenChomp e ao Explain EveryThing permite explicar tudo, e permite que você crie um vídeo quadro branco. O que diferencia este aplicativo gratuito dos demais é que ele permite que gravar um vídeo de si mesmo enquando se navega no quadro branco. Uma telinha do tipo PIP (Picture in Picture) aparece no canto da tela para que os alunos possam ver o professor enquanto está colocando os textos, desenhos, ou escrevendo na lousa. O aplicativo também permite usar vários quadros para separar os tópicos de uma aula, permitindo a criação de aulas mais personalizadas.
  4. Doodlecast Pro: este aplicativo pago para iPad é perfeito se o professor estiver com pressa para montar uma aula ou desejar um processo mais simples possível para produção de vídeo aulas. O Doodlecast Pro permite gravar a sua voz como os demais, enquanto desenha ou escrever na tela, e ao final, a aula é salva diretamente para a pasta de vídeos, podendo facilmente ser compartilhada via e-mail, Dropbox ou YouTube. O aplicativo suporta várias páginas e possui um botão de voltar (rewind), não só para reproduzir uma lição, mas também para desfazer e refazer qualquer coisa capturada errada em algum momento da aula.
  5. Doceri: este aplicativo é gratuito para o iPad e permite montar aulas desenhadas à mão, ao estilo utilizado por Salman Khan nos vídeos postados no YouTube e na Khan Academy. permitindo  adicionar a gravação de sua voz. A diferença com os aplicativos anteriores reside na interatividade, isto é, a aula poderá ser editada a qualquer momento e continuar de onde parou. O professor pode desenhar primeiro e disponibilizar todos os recursos da aula, para depois acrescentar a sua voz e explicar sobre os elementos na tela. Arquivos de áudio podem ser inseridos em qualquer ponto da aula. E se um aluno fizer uma pergunta sobre a aula no dia seguinte em sala de aula, o professor poderá comandar o seu computador através do iPad e enviar as imagens para um projetor. Se necessário, o professor poderá alterar partes da aula que não ficou bem compreendida na frente da classe, facilitando referências a ela quando necessário. As vídeo aulas poderão ser compartilhadas por e-mail, no Facebook e no YouTube.
São tantos os aplicativos interessantes de screencasting para dispositivos móveis, que gravar vídeo aulas está se tornando uma atividade muito prazerosa e útil aos professores em geral.

Referências Webgráficas
  1. Google Apps for Education: < http://www.google.com/enterprise/apps/education/ >
  2. Canal da disciplina PSI2306 no YouTube: < http://www.youtube.com/user/psi2306 >
  3. Edição de vídeo online no YouTube (Online Video Editing): < www.youtube.com/editor >
  4. Transmissão de vídeo ao vivo no YouTube (Broadcast Live): < www.youtube.com/live >
  5. Plataforma EaD na Prática: < http://www.eadnapratica.com >
  6. ROSA, Carlos Alberto; SIMÕES, Eliane Antônio. Curso de Educação à Distância mediada pela internet: fundamentos e práticas. Pró-reitoria de Cultura e Extensão da USP. São Paulo: Departamento de Jornalismo e Editoração, 2010. < https://uspdigital.usp.br/apolo/apoObterAtividade?cod_oferecimentoatv=37140 >
  7. SIMÕES, Eliane Antonio; SANTORO, Luiz Fernando; ROSA, Carlos Alberto. Utilização das Plataformas Moodle e Google Sites na Educação à Distância. Anais do V Workshop de Pós-graduação e Pesquisa. São Paulo: Centro Paula Souza, de 21 e 22 de Outubro de 2010, Brasil.< http://www.centropaulasouza.sp.gov.br/pos-graduacao/workshop-de-pos-graduacao-e-pesquisa/anais/2010/Trabalhos/gestao-e-desenvolvimento-da-formacao-tecnologica/Trabalhos%20Completos/SIM%C3%95ES,%20Eliane%20Antonio.pdf >
  8. Plataforma microEDUC: < http://www.microeduc.com >
  9. Plataforma nanoEDUC: < http://www.nanoeduc.com >
  10. Programa Nacional de Microeletrônica (PNM): Contribuições para a formulação de um Plano Estruturado de Ações. Brasília: Setembro, 2002.: < http://www.mct.gov.br/upd_blob/0002/2378.pdf >
  11. Origem do NSCAD, Porto Alegre: SBC, Setembro de 2005, p.13: < http://portal.sbc.org.br/index.php?language=1&subject=89&content=magazine&id=64&option=abstract&sid=218&aid=445 >
  12. Programa Nacional de Microeletrônica – Design: Atração, Fixação e Crescimento de Empresas de Projeto de Componentes Microeletrônicos no Brasil. Ministério da Ciência e Tecnologia. Secretaria de Política de Informática: < http://www.mct.gov.br/upd_blob/0000/475.pdf >
  13. Site do Prof. Carlos Rosa: < http://www.carlos-rosa.com >
  14. Blog do Prof. Wilhelmus Adrianus Maria Van Noije: < www.noije.blogspot.com >
  15. Site da POLI: < http://www.poli.usp.br >
  16. Site do Departamento de Engenharia de Sistemas Eletrônicos da POLI: < http://www.psi.poli.usp.br >
  17. Site da Universidade de São Paulo: < http://www.usp.br >
  18. Site da Fundação William and Flora Hewlett: < http://www.hewlett.org >
  19. Site da Fundação Andrew W. Mellon: < http://www.mellon.org >
  20. Site do Instituto de Tecnologia de Massachusetts: < http://www.mit.edu >
  21. Relatório estatístico do MIT OpenCourseWare; "2005 Program Evaluation Findings Report". June 5, 2006: < http://ocw.mit.edu/ans7870/global/05_Prog_Eval_Report_Final.pdf >
  22. Página sobre MIT no Universia Brasil: < http://mit.universia.com.br >
  23. Sobre MIT OCW no Portal Universia Brasil: < http://mit.universia.com.br/sobreocw.jsp >
  24. Plataforma do MIT OpenCourseWare: < http://ocw.mit.edu/ >
  25. Canal do MIT OWC no YouTube: < http://www.youtube.com/user/MIT >
  26. Licenças Creative Commons: < http://creativecommons.org >
  27. Open Yale Courses: < http://oyc.yale.edu/ >
  28. Open Michigan < http://open.umich.edu/ >
  29. Site do OCW Consortium: < http://www.ocwconsortium.org/ >
  30. Site do Open Culture sobre Free online Courses: < http://www.openculture.com/freeonlinecourses >
  31. Top 10 OCW Universities: < http://www.jimmyr.com/blog/1_Top_10_Universities_With_Free_Courses_Online.php > 
  32. Plataforma OCW da UNICAMP: < http://www.ocw.unicamp.br >
  33. Plataforma e-Aulas da USP: < http://www.eaulas.usp.br >
  34. Web Rádio USP: < http://www.radio.usp.br/ >
  35. IPTV USP: < http://iptv.usp.br/ >
  36. Página oficial da Plataforma iTunes na Universidade de Duke: < http://itunes.duke.edu/ >
  37. Site da Khan Academy: < https://www.khanacademy.org/ >
  38. Canal da Khan Academy no YouTube: < http://www.youtube.com/user/khanacademy >
  39. Apresentação de Salman Khan no TED: < http://www.youtube.com/watch?v=r-fjvCV30LM >
  40. Página de suporte do iTunesU para Mac e PC: < http://www.apple.com/support/itunes-u/ >
  41. App iTunesU for iPad no iTunes: < https://itunes.apple.com/us/app/itunes-u/id490217893?mt=8 >
  42. App Explain EveryThing for iPad no iTunes: < https://itunes.apple.com/us/app/explain-everything/id431493086?mt=8 >
  43. App ScreenChomp for iPad no iTunes: < https://itunes.apple.com/us/app/screenchomp/id442415881?mt=8 >
  44. App Knowmia Teach for iPad no iTunes: < https://itunes.apple.com/us/app/teach/id527216211?mt=8 >
  45. App Doodlecast for iPad no iTunes: < https://itunes.apple.com/us/app/doodlecast-pro/id469486202?mt=8 >
  46. App Doceri for iPad no iTunes: < https://itunes.apple.com/us/app/doceri/id412443803?mt=8 >
Wikipedia Bookmarks
  1. Open educational resources (OER)
  2. MIT OpenCourseWare
  3. Khan Academy
  4. Open Michigan
  5. Massive open online course (MOOC)
Cursos OCW de Eletrônica
  1. Eletrônica Básica do MIT: < https://6002x.mitx.mit.edu/ >
Cursos OCW em Nanotecnologia
  1. Introdução à Nanotecnologia: < https://www.coursera.org/course/nanotech >

Um comentário:

Sarin Samuel disse...

My Screen Recorder é um melhor tela de gravação software. Ele registra sua tela e áudio dos alto-falantes ou a sua voz pelo microfone - ou ambos simultaneamente. As gravações são claros e olhar grande quando reproduzidos no seu PC ou enviados para o YouTube. Ela irá gravar diretamente para o formato comprimido padrão que funciona com qualquer editor de vídeo ou qualquer outra ferramenta, nenhuma conversão necessária.